Idade Média

9 janeiro 2009

Limpo como na Idade Média, época que cultuou a higiene

Filed under: Uncategorized — idademedia @ 15:35

A higiene não é uma descoberta dos tempos modernos, mas “uma arte que o século de Luiz XIV menosprezou e que a Idade Média cultuou com amor”, escreveu a historiadora Monique Closson, autora de numerosos livros sobre a criança, a mulher e a saúde no período medieval.

No estudo de referência “Limpo como na Idade Media”, a historiadora mostra com luxo de fontes que desde o século XII são incontáveis os documentos como tratados de medicina, ervolários, romances, fábulas, inventários, contabilidades, que nos mostram a paixão dos medievais pela higiene. Higiene pessoal, da cozinha, dos talheres, etc.

As iluminuras dos manuscritos são documentos insubstituíveis onde os gestos refletem o “clima psicológico ou moral da época”.

O zelo pela higiene veio abaixo no século XVI, com a Renascença e o protestantismo.

Milhares de manuscritos, diz Closson, ilustram o costume medieval.

Bartolomeu o inglês, Vicente de Beauvais, Aldobrandino de Siena, no século XIII, com seus tratados de medicina e de educação “instalaram uma verdadeira obsessão pela limpeza das crianças”.

Eles descrevem todos os pormenores do banho do bebê: três vezes ao dia, as horas, temperatura da água, perto da lareira para não pegar resfriado, etc..

As famosas Chroniques de Froissart, em 1382, descrevem a bacia no mobiliário do conde de Flandes, de ouro e prata. As dos burgueses eram de metais menos nobres e as camponesas em madeira.

A Idade Média atribuía valor curativo ao banho, como ensinava Bartolomeu o Inglês no Livro sobre as propriedades das coisas.

Na idade adulta os banhos eram quotidianos. Os centros urbanos tinham banhos públicos quentes copiados da antiguidade romana. Mas era mais fácil tomar banho quente todo dia em casa.

Na época carolíngia os palácios rivalizavam em salas de banho com os monastérios, que muitas vezes tinham ambulatórios para doentes e funcionavam como hospitais.

Em Paris, em 1292, havia 27 banhos públicos inscritos. São Luis IX os regulamentou em 1268.

Nos séculos XIV e XV, os banhos públicos tiveram um verdadeiro apogeu. Bruxelas, Bruges, Baden, Dijon, Digne, Rouen, Strasbourgo, Chartres… grandes ou pequenas as cidades os acolhiam em quantidade.

Eram vigiados moral e praticamente pelo clero que cuidava da saúde pública. Os hospitais mantidos pelas ordens religiosas, eram exímios e davam o tom na matéria.

Regulamentos, preços, condições, etc., tudo isso ficou registrado em abundantes documentos, diz Closson.

Dentifrícios, desodorantes, xampus, sabonetes, etc., tirados de essências naturais, são elencados nos tratados conhecidos como ervolários feitos nas abadias.

Historiadores como J. Garnier descreveram com luxo de detalhes os altamente higienizados costumes medievais.

As estações termais também eram largamente apreciadas. Flamenca, romance do século XIII faz o elogio da estação termal de Bourbon-l’Archambault. Imperadores, príncipes, ricos-homens os freqüentavam na Alemanha, Itália, Países Baixos, etc.

A era do ensebamento começou com o fim da Idade Média e durou até o século XX, conclui Monique Closson.

Ao menos até que os movimentos hippies, ecologistas, neo-tribais, etc. voltaram a pôr na moda andar sujo , sem barbear, vestido com blue-jeans e outras peças que estão ou fingem estar em farrapos ou com manchas, que vemos todos os dias na rua, nos transportes, aulas e locais de festa!

(Fonte : Monique Closson, “Propre comme au Moyen-Age”, Historama N°40, junho 1987)

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15 Comentários »

  1. eu to na universidade de caxambu e… é fodah é mano díficil e muito e eu fiz um trabalho sobre a idade média pelo ou menos de 53 paginas não foi um trabalho tão grande comparado ao outro que fiz de umas 87 paginas,mas enfim até que esse site me ajudou um pouco
    ßoaaaaaa ;)

    Comentário por EDISON — 11 maio 2009 @ 17:56 | Resposta

  2. cara adorei esse site♥ me ajudou na pesquisa e olha eu tou na 7ª serie

    Comentário por luaninha — 11 maio 2009 @ 18:53 | Resposta

  3. Não dá pra entender. Uma hora a idade média é uma verdadeira rampa e na outra já é um brilho só.
    Afinal, a higiene é ou não uma prática moderna e a idade média é ou não uma imudície?
    Tá na hora de alguém falar a verdade, pelo menos para conhecimento, na hora de acreditar em alguma informação que saia da internet.

    Comentário por CARLOS — 14 abril 2010 @ 8:36 | Resposta

  4. obrigado.XD

    Comentário por thais palacio — 9 agosto 2010 @ 8:51 | Resposta

  5. Que eu saiba na idade media o banho era raro,e a higiene não era lá esse primor,tanto que as pestes estão ai para comprovar.

    Comentário por adriana — 9 novembro 2010 @ 21:41 | Resposta

  6. Pestes têm até hoje, e piores: suina, vaca loca, asiática, não acaba mais.

    Comentário por idademedia — 23 novembro 2010 @ 14:01 | Resposta

  7. oi td bem com vc xauu

    Comentário por fernanda — 15 março 2011 @ 0:02 | Resposta

  8. isso idade media e muito nojeito kkkkk que horro

    Comentário por bianca — 27 abril 2011 @ 20:17 | Resposta

  9. Acho que os banhos publicos(estufas) durante a época supra citada só eram acessíveis aos mais “azulados”,ou seja,a quem tinha riquezas e “sangue nobre”. Fora isso, não creio que o culto a higiene fosse universal,mas até aceito a possibilidade de que antes da intervenção nefasta do clero houvesse uma relação mais saudável com o corpo. Interessante que escribas árabes relataram sobre os ocidentais europeus,segundo escritos datados otomanos: “além de mal educados e sem modos,exalavam um odor pestilento,capaz de ser sentido a longa distancia. É uma ofensa permitir que esses homens animalizados passem sequer na frente de uma mesquita.”

    Comentário por Marcio Isael — 10 agosto 2011 @ 19:53 | Resposta

  10. tinha que fazer um trabalho sobre a idade media
    esse site me ajudou mt
    conheci mas sobre o modo de vida e a higiene na idade media
    valew

    Comentário por karolini — 17 outubro 2011 @ 16:17 | Resposta

  11. NUNCA OUVI OU LI ISSO! SEMPRE SOUBE QUE O MEDIEVO NÃO PREZAVA PELA HIGIENE, QUE ISSO TINHA SE PERDIDO COM O FIM DOS VALORES DE SOCIEDADE ROMANOS. ORA, SABE-SE QUE, POR EXEMPLO, O PORTUGUÊS QUANDO CHEGOU AQUI, ADQUIRIU O HÁBITO DE TOMAR BANHO COM OS ÍNDIOS; POIS ATÉ ENTÃO NÃO ERA PRÁTICA COMUM EM PORTUGAL. SABEMOS QUE APORTARAM AQUI EM 1500, INÍCIO DA IDADE MODERNA.
    ESTE RELATO DESTA HISTORIADORA É POLÊMICO DEMAIS, DEVEMOS ESPERAR MAIS INFORMAÇÕES E CONTRA-INFORMAÇÕES.

    Comentário por CAESAR — 29 março 2012 @ 10:35 | Resposta

  12. a pertir da pesquisa que venho fazendo tamb´´em encontrei referencias como: http://veja.abril.com.br/121207/p_192.shtml – que revelam outras versões sobre a higiene na idade média. mesmo assim as informações deste site são boas… podemos compara-las…
    Em Londres, Paris ou Lisboa, a disposição de lixo e de dejetos humanos era feita na rua mesmo. No suntuoso Palácio de Versalhes, um decreto de 1715, baixado pouco antes da morte do rei Luís XIV, estipulava que as fezes seriam retiradas dos corredores uma vez por semana – do que se deduz que o recolhimento era ainda mais esparso antes. Versalhes não tinha banheiros, mas contava com um quarto de banho equipado com uma banheira de mármore encomendada pelo próprio Luís XIV – objeto que serviria apenas à ostentação, caindo no mais absoluto desuso. Os médicos certa vez recomendaram banhos ao Rei Sol como forma de terapia para as convulsões que ele andava sofrendo – mas interromperam esse tratamento dramático quando o monarca se queixou de que a água lhe dava dor de cabeça. Acreditava-se então no poder de cura da imersão em água para certas doenças. Contraditoriamente, porém, também se atribuíam perigos ao banho: lavar o corpo todo abriria os poros, facilitando a infiltração de doenças (ironicamente, as práticas precárias da higiene pessoal facilitaram epidemias européias, como a peste e a cólera). Significativo é um caso de 1610 envolvendo o avô de Luís XIV, Henrique IV. Esse rei fez a deferência de dispensar o duque de Sully de uma convocação para comparecer ao Palácio do Louvre. Em vez disso, foi Henrique IV que visitou Sully, para tratar de assuntos de estado – isso tudo apenas porque o duque havia se banhado recentemente e, portanto, estaria suscetível demais para sair à rua.

    espero que tenha contribuído

    salvas de justiça e paz.

    Comentário por claudson fabiano rosa — 8 novembro 2012 @ 10:28 | Resposta

  13. Péssimo! Absolutamente contrário aos fatos históricos! Estou tentando entender de onde se tirou tal asneira…

    Comentário por Tai — 7 dezembro 2012 @ 1:00 | Resposta

  14. O que eu sei é que os iluministas que criaram esse mito de idade das trevas,falta de higiêne etc.A mentira cai em contradição,eu não acredito que a idade média foi tudo de ruim,mesmo porque a igreja preservou muitas coisas da cultura greco-romana.O problema é que uma mentira contada 1000 x se torna verdade e depois fica difícil de tirar essa merda da cabeça do povo.afinal nossos livros do mec é um lixo de distorções históricas.como por exemplo essa mentira de dizer que a ciência não podia evoluir na idade média.como assim?sendo que a própria igreja fundou universidades?se ela quisesse proibir o povo de pensar,porque criaria a universidade?fora a quantidade de coisas que os monges criaram e que são atribuidas somente aos iluminados do século 18.Existe uma enorme propaganda em afirmarem por aí que nós devemos tudo aos árabes,e taxar os cristãos como ridículos e atrasados.

    Comentário por Edna Cristina — 19 agosto 2014 @ 4:03 | Resposta


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