Idade Média

3 junho 2012

A rainha Maria Antonieta e sua tragédia na CONCIERGERIE

Filed under: Uncategorized — idademedia @ 17:50
Conciergerie, guarda revolucionario
Guarda revolucionário do castelo-prisão

Os castelos medievais abrem horizontes de alma. Eles apontam para uma ordem de coisas que vai muito além do que nós vemos na vida diária.

Mas também neles aconteceram tragédias, e até algumas das maiores da História.

Uma delas deu-se na Conciergerie.

A Revolução Francesa transformou o palácio em prisão. Nela eram jogados os infelizes condenados a morrerem após um odioso juízo “revolucionário”.

A “sala dos gendarmes” virou cela coletiva dos injustiçados, algumas vezes religiosos ou aristocratas, mas muitas e muitas vezes simples populares acusados de amarem a religião e o rei.

Uma das rainhas mais encantadoras da História passou seus últimos dias neste cárcere: Maria Antonieta.

Conciergerie, Maria Antonieta na prisao
Maria Antonieta na sua cela

Ela foi condenada à morte por um tribunal irregular e faccioso, em nome da “liberdade, igualdade, fraternidade”.

Ela foi levada à Conciergerie até ser conduzida em vil carroça para morrer decapitada. Ainda existe a porta que atravessou para sair rumo à guilhotina.

Conserva-se hoje o “cachot” (cela) onde ela viveu esse últimos dias. Nele sente-se ainda a dureza implacável dessa condenação à morte.

Jogar aquela rainha que era uma flor de civilização, de graça, de tradição católica, nesse cachot, e depois daí arrastá-la para a morte, patenteou a implacabilidade do ódio igualitário.

No cachot não havia nada que amenizasse aquelas horas últimas daquela infeliz rainha viúva e afastada para sempre dos filhos que tanto amava.

Maria Antonieta rumo à gulhotina, croquis de David
Maria Antonieta rumo a ser guilhotinada, croquis de David

Por exemplo, o governo revolucionário não consentiu pôr na cela um crucifixo, uma imagem sorridente de Nossa Senhora, ou um móvel que permitisse ao corpo exausto ao menos descansar um pouco de suas dores e de suas apreensões.

A janelinha não tinha vidro nem fechamento. Nos primeiros albores do dia ela acordou. Era um dia feio, com nuvens pesadas. Ela ouviu ao longe os barulhos de tambor. Eram as seções da guarda republicana que acordava o povo para encher a praça hoje chamada abstrusamente Place de la Concorde, para assistirem a decapitação dela.

Ela percebia o ódio que subia, a ameaça que se aproximava, a tempestade que se formava, os raios que se descarregavam.

Ela deve ter pensado no Céu. Ela pediria perdão para os seus algozes? Certamente.

Ela não pediria também justiça para os que eram tão ferozes com ela, que fariam coisas tão horríveis com o filho dela, e que afinal de contas queriam de todas as maneiras destruir a Civilização Cristã na França?

Eu quero crer que sim.

(Autor: Plinio Corrêa de Oliveira. Texto sem revisão do autor).

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1 Comentário »

  1. A cela em que a Maria Antonieta ficou enclausurada na conciergerie não existe mais, houve alteração no projeto e no lugar há outra coisa. Eles reproduziram a cela em outro espaço lá mesmo.

    Comentário por Suzana — 19 março 2014 @ 18:36 | Responder


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