Idade Média

30 julho 2013

Erradicação do analfabetismo: fruto da devoção a Jesus Cristo

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Carlos II, o Calvo, rei dos francos

Os avanços culturais medievais brotaram de almas que aspiravam, sob o influxo da graça divina, ao triunfo do ideal católico no mundo, observou o professor americano Thomas E. Woods.

Alcuíno, abade de York que foi uma espécie de ministro da Educação de Carlos Magno, traduziu essa apetência coletiva numa carta ao imperador:

“Uma nova Atenas será criada na França por nós.

“Uma Atenas mais bela do que a antiga, enobrecida pelos ensinamentos de Cristo, superará a sabedoria da Academia.

“Os antigos só têm as disciplinas de Platão como mestre, e eles ainda resplandecem inspirados pelas sete artes liberais.

“Mas os nossos serão mais do que enriquecidos sete vezes com a plenitude do Espírito Santo e deixarão na sombra toda a dignidade da sabedoria mundana dos antigos”.

Estátua de Carlos Magno, venerado como Beato na Catedral de Metz, França-

São João Crisóstomo narra que o povo de Antioquia enviava os filhos para serem educados pelos monges.

São Bento instruiu filhos da nobreza romana e ordenou que seus mosteiros abrigassem escolas, não só para ensinar a religião, mas as letras e as artes.

São Bonifácio e Santo Agostinho ordenaram a seus religiosos criar estabelecimentos de ensino por toda parte.

São Patrício desenvolveu a alfabetização na Irlanda.

Carlos Magno mandou abrir escolas gratuitas em todo império, que além da instrução deviam fornecer alimento e agasalho às crianças, não podendo receber nada em troca.

O imperador mandou vir da Grécia as grandes obras dos clássicos gregos e latinos, e transcrevé-las em livros novos que podiam ser recopiados indefinidamente.

São Beda, o Venerável: o maior historiador
dos primeiros séculos do cristianismo.
Os beneditinos foram grandes mestres que tiraram
os povos bárbaros da ignorância

E até criou as letras minúsculas, a chamada minúscula carolíngia, pois até então só se escrevia com maiúsculas e sem pontuação como era o costume deixado pelos romanos. Essa novidade favoreceu muito a leitura.

Concílios locais, como o sínodo de Baviera (798) e os de Châlons (813) e Aix (816), ordenaram que se fundassem casas de ensino.Theodulfo, bispo de Orleans e abade de Fleury, exortava:  

“Em aldeias e cidades, os sacerdotes devem abrir escolas. […] 

Que não peçam pagamento; e se recebem algo, que sejam somente pequenos presentes oferecidos pelos pais”.

Que diferença a com a nossa época, em que frequentemente a educação pública é calamitosa e a educação privada é cara para muitos!

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