Idade Média

23 junho 2014

A guerra santa em Carlos Magno e seus Pares

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Carlos Magno batalha contra os saxões, British Library

Leia o post anterior sobre Carlos Magno: A minúscula carolíngia mudou o rumo da cultura e da alfabetização

Vamos imaginar Carlos Magno no momento de se jogar contra os sarracenos que invadiram o sul da Espanha.

Então, ele está com a tenda dele armada, mas é uma tenda bonita, guerreira, militar, com pendões etc., etc.

Uma tenda medieval com guerreiros andando de um lado para o outro com uma compenetração que é de homem que está andando para a guerra sagrada.

Entram cinco, oito, dez homens. São os pares de Carlos Magno que se aproximam. Carlos Magno está majestoso, num repouso fecundo, desses repousos dos quais homens prontos para a batalha.

Urna de Carlos Magno, Aix-la-Chapelle
Urna com os restos de Carlos Magno, Aachen, Alemanha

Nós o podemos imaginar como o pintou o Dürer: com uma imensa barba, um homem de cinquenta para sessenta anos, com olhos grandes, traços regulares, todo feito de harmonias, mas de uma força de Hércules.

Todos se aproximam, quando os pares vão passando pelo acampamento, todo mundo tem um frisson: “Olhe Roland, olhe Olivier, olhe aquele!” Todo mundo se extasia.

À medida que eles vão chegando perto da tenda de Carlos Magno, no exército vai havendo um silêncio, porque se compreende que um fenômeno enorme de alma vai se passar: Carlos Magno vai se encontrar com os seus pares, e vai dar as ordens de batalha.

Quando eles entram, eles se extasiam também diante da pessoa de Carlos Magno!

Carlos Magno, digno, grave, mas ao mesmo tempo afável, pergunta a eles que informações eles têm. Eles:

Estátua na fonte de Roland, Bremen, Alemanha
Fonte de Roland, Bremen, Alemanha

— Sire, o inimigo levou a sua audácia a tal ponto que queimou tal convento assim etc., e ocupa tal posição fortificada em tal lugar, etc., etc. Nós perdemos tantos homens na luta contra eles e não conseguimos rechaçá-los.

— O que conta o meu valente Olivier, que fez tais coisas e tais coisas?

— Sire, a audácia do Crescente chegou até mais outro ponto, mas nós conseguimos estraçalhá-los etc., e apareceu Sant’Ana, Mãe da Bem-Aventurada Virgem Maria, nesta hora, quando o guerreiro tal gritou: “Sant’Ana, socorrei-nos!” E, com uma falange de Anjos, ela mandou que esses homens fossem embora.

Depois tal coisa e tal. Todos rezam e Carlos Magno depois dá o plano de batalha.

— “Vós, que vencestes na Espanha, que dobrastes os infiéis na Catalunha, e não sei mais o quê, vós ireis para tal lugar etc., etc…” repetindo um pouco os feitos de glória de cada um, para entusiasmar.

Oração comum, saem todos, reina o silêncio na tenda de Carlos Magno. A cena acabou. A batalha vai começar.

É muito superior!

 

(Autor: Plinio Corrêa de Oliveira, excertos de conferência pronunciada em 15/10/75. Sem revisão do autor)Leia o post seguinte: O mais admirável em Carlos Magno: sua altíssima sacralidade

 

 

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